EUA recorrem à importação de carne mesmo com tarifas elevadas, surpreendendo analistas. A produção interna não consegue atender à crescente demanda por proteína bovina, e o país depende cada vez mais das compras externas.
Segundo Wesley Batista, da família controladora da JBS, os Estados Unidos enfrentam os “preços de carne mais altos da história” e recorrem à importação para compensar o déficit interno, conforme reportado pelo InfoMoney.
Por que os EUA recorrem à importação de carne
Demanda interna supera produção
A pressão por proteína bovina nos Estados Unidos aumenta à medida que o consumo cresce e a produção local não acompanha. O preço da libra de carne moída chegou a US$ 6,32 em agosto, alta de 13% em 12 meses.
Tarifas não freiam importações
Mesmo com tarifas de até 50% sobre a carne brasileira, as importações nos EUA cresceram 30% no primeiro semestre de 2025 comparado a 2024. O Brasil exportou volumes 91% maiores, antes de um recuo em agosto.
JBS e vantagens estratégicas
A JBS possui nove unidades nos EUA, gerando cerca de metade da receita global. Parte da carne exportada já é produzida localmente, reduzindo o impacto das tarifas sobre os produtos brasileiros.
Fatores de mudança no mercado
O International Food Information Council aponta que 71% dos consumidores nos EUA buscaram aumentar o consumo de proteína em 2024. Wesley Batista também comenta que mudanças nos hábitos alimentares, influenciadas pelo uso de medicamentos como Ozempic e Mounjaro, contribuem para o aumento da demanda.
Conclusão
Com a produção doméstica insuficiente, EUA recorrem à importação de carne para atender o mercado interno. A posição estratégica da JBS e negociações diplomáticas podem favorecer o Brasil, mesmo com tarifas elevadas.






















